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Doença misteriosa registra mais 7 casos na capital; número chega a 18

Os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia e de Salvador (CIEVS-BA e CIEVS Salvador) alertam as unidades de saúde de Salvador frente à ocorrência de casos suspeitos de uma possível variante de mialgia epidêmica.

Atualizado em 19/12/2016

No dia 14 de dezembro, foram notificados por uma unidade hospitalar de Salvador, nove casos suspeitos de mialgia epidêmica em pessoas de três diferentes famílias: família 1 (N=4); família 2 (N=3) e família 3 (N=2). Os casos foram atendidos e internados em uma unidade de saúde localizada em Salvador, nos dias 02 e 10 de dezembro, apresentando quadro clínico caracterizado por início súbito de fortes dores em região cervical, região do trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxas e panturrilhas. Todos os pacientes apresentaram elevações significativas das enzimas musculares, sem febre, artralgia ou cefaléia. A doença apresentou rápida disseminação entre os familiares, o que sugere que a transmissão ocorra através de contato ou gotículas.

Sendo o quadro clínico apresentado compatível com uma variante da Síndrome de Mialgia Epidêmica - geralmente causado por um Echovirus, o CIEVS-BA e o CIEVS/Salvador emitem o presente alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saúde hospitalares e de emergência da capital, objetivando elucidar o evento, verificar ocorrência de outros casos, investigar em tempo oportuno e adotar medidas cabíveis.

 

1. Sobre a doença

A mialgia epidêmica também é conhecida como Doença de Bornholm. A dor muscular é causada por uma infecção viral e afeta a parte superior do abdômen e do tórax inferior. A dor é caracterizada como espasmódica e desenvolve-se de repente, piorando a cada movimento e respiração profunda, causando falta de ar para o indivíduo afetado (no surto em questão os casos não apresentaram comprometimento respiratório). Por vezes provoca dor abdominal, febre, dor de cabeça, dor de garganta e dores musculares. A transmissão ocorre por meio fecal-oral ou, menos comumente, de pessoa-pessoa, através de gotículas ou objetos contaminados.

 

 

 

2. Da Notificação

·        Notificar através de email (contatos abaixo) os casos que apresentem os seguintes sinais e sintomas: fortes dores em região cervical e do trapézio, de início súbito, seguido de dores musculares intensas nos braços e/ou dorso, e/ou coxas, e/ou panturrilhas, sem causa aparente.

·        Realizar busca ativa de casos compatíveis nos prontuário dos pacientes atendidos a partir de 1º de novembro de 2016. Se forem identificados casos compatíveis nesse período, ampliar a busca para o mês anterior.

·         

3. Do Laboratório

·        Realizar coleta de amostras de soro e fezes para exame laboratorial para pesquisa de arbovírus e de enterovírus, respectivamente.

·        Encaminhar as amostras para o LACEN Estadual, aos cuidados de Francisco Barroso, acompanhadas pela ficha de notificação individual do SINAN, devidamente identificadas: “suspeita de mialgia epidêmica

·        A amostra deve ser mantida em refrigeração até o momento de envio ao laboratório, que não deve ultrapassar 24 horas.

 

4.    Do Tratamento

A doença não possui tratamento específico. Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) ou TGO para observação do aumento das enzimas musculares. Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas, além de não ser indicado o uso de antiinflamatórios e ácido acetil salicílico (AAS).

 

5. Da prevenção

·        Orientação à população quanto aos modos de transmissão.

·        Cuidados com a higiene dos objetos e lavagem das mãos.

·        Indivíduo com suspeita de infecção não deve circular em ambientes públicos e fechados.

Fonte: SMS | SESAB