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Brincar estimula a imaginação e interação das crianças

Psicóloga reforça a importância de brincar para o desenvolvimento dos pequenos

Atualizado em 18/11/2015

O pequeno Victor Feijó, de 5 anos, já aprendeu a dividir o que tem com os coleguinhas. A noção de compartilhar, segundo a mãe Raíssa Feijó, é estimulada através de brincadeiras ao ar livre ou games eletrônicos. “Tanto os jogos dos tablets como as brincadeiras ao ar livre ajudaram bastante no desenvolvimento dele. Além de aprender a conviver com outras pessoas, ele aprendeu a dividir brinquedos, brincar em grupo, saber perder e ganhar, por exemplo. As brincadeiras ajudam em todos esses aspectos”, diz.

A psicóloga do Hapvida, Marcela Clementino, reforça a importância de brincar para o desenvolvimento dos pequenos. “A brincadeira permite que as crianças compreendam o mundo e os comportamentos do ser humano ao estimular a imaginação, além de auxiliar na externalização dos sentimentos e na percepção sobre os diversos contextos da sua vida”, esclarece.

Além desses benefícios, a especialista também destaca que brincar possibilita a interação social quando realizada em grupo e prepara a criança para a vida adulta ao aprender os limites e regras de cada jogo ou brincadeira escolhida entre o grupo. “Deste modo, o brincar é fundamental para o ingresso na sociedade, pois a criança aprenderá as regras sociais, de convivência, respeito e outros valores que serão essenciais para quando estiverem maiores. É, portanto, a forma mais efetiva de aprender e como eles se preparam para o futuro”, ressalta a especialista.

Adultos e crianças
Em contraponto a essa necessidade, há o fato de as famílias brasileiras estarem cada vez menores. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a redução dos níveis de fecundidade nos últimos 50 anos foi a principal razão para a queda do ritmo de crescimento da população, que chegou a aumentar cerca de 3% ao ano na década de 1950.

Esse dado também reflete na falta de interatividade entre os pequenos, principalmente pela convivência na maior parte do tempo com adultos. A psicóloga faz uma análise sobre como essa mudança repercute no desenvolvimento infantil.

“As crianças têm suas particularidades. É importante que as crianças convivam com outras para que amadureçam aos poucos sem atravessar os limites da faixa etária. Desse modo, é bom que as crianças se descubram, experimentem o mundo e também sem a supervisão do adulto na medida do possível”, aponta.

Nesse aspecto, Raíssa Almeida diz que procura respeitar o tempo do filho. “É importante sempre deixar a criança brincar e sempre fomentar o lado infantil, para que ela não cresça antes do tempo. Quem não gosta de brincar? Até nós adultos temos saudades das brincadeiras e queremos voltar no tempo às vezes”, recorda.

Fonte: Correio 24Horas