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Entenda as diferenças entre parto normal e cesariana

Com as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar, futuras mamães precisam entender os riscos e benefícios de cada tipo de parto.

Atualizado em 10/07/2015

Quando o assunto é gravidez, a felicidade tem data marcada: o dia do parto. Para que esse momento seja mais de alegria do que ansiedade, vale a pena aproveitar os nove meses anteriores para ficar bem informada e preparada. A gestante precisa saber, por exemplo, que mesmo que ela tenha feito a escolha pelo parto normal, as circunstâncias na hora do nascimento podem fazer com que o médico mude a decisão e faça uma cesariana, protegendo a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Conheça melhor as diferenças entre esses dois tipos com as informações de especialistas a seguir.
 
Dor
 
Parto normal: a dor acontece durante todo o trabalho de parto por conta das contrações e da força que a mãe precisa fazer para que o bebê nasça. "No entanto, sempre há a possibilidade de a gestante tomar uma anestesia para amenizar a dor e o pós-parto é bem mais tranquilo", afirma a ginecologista e obstetra Luciana Taliberti, do Hospital São Luiz em São Paulo.
 
Parto cesárea: a grávida não sente qualquer tipo de dor durante o parto cesárea por causa da anestesia, mas pode sofrer mais no pós-operatório com as dores da cicatriz. "Caso ela sinta muita dor, o obstetra responsável pode prescrever uma medicação que atenue essa sensação", diz Luciana. 
 
Anestesia
 
Parto normal: se a gestante quiser, pode pedir a anestesia em qualquer momento do parto, embora seja melhor apenas quando ela estiver com aproximadamente cinco centímetros de dilatação. As anestesias do parto normal podem ser a raquidiana, que é aplicada apenas uma vez e anestesia rapidamente, e a peridural, que deixa um cateter na paciente, no qual a analgesia é administrada durante o parto. "Elas tiram a dor da paciente, mas ainda permitem que a gestante faça alguns movimentos, como caminhar e ajudar nas contrações", explica a obstetra Luciana. "É imprescindível que essa anestesia do trabalho de parto seja feita por um profissional anestesista que tenha experiência em partos."
 
Parto cesárea: é feito somente uma anestesia raquidiana mais intensa, que impede a gestante de se mexer da cintura para baixo. "A grávida poderá até perceber uma movimentação durante o parto, mas no geral não sente absolutamente nada e nem consegue mexer as pernas", diz Luciana. 
 
Corte
 
Parto normal: pode ser feito um corte na região entre a vagina e o ânus. "Como o bebê precisa sair pela região perineal, é comum realizar um corte pequeno, seguro e com planos delimitados, que impede a região de sofrer lacerações, ou seja, diversos cortes de forma descontrolada, por conta da força que a gestante está fazendo", explica o obstetra e ginecologista Pedro Awada, do Hospital e Maternidade Brasil, em São Paulo. A realização ou não do corte é uma decisão da gestante junto com o obstetra, que pode ser a favor ou contra a técnica. "O corte períneo é comum em mulheres em sua primeira gestação, que correm o risco de não terem dilatação suficiente", conta o médico. 
 
Parto cesárea: é feito um corte na pele, bem acima da linha dos pelos púbicos, por onde o bebê será retirado. Esse procedimento é padrão do parto cesárea e não tem variações no procedimento. A retirada dos pontos costuma acontecer de uma semana a dez dias após o parto. 
 
Cicatriz
 
Parto normal: a cicatriz do corte períneo é quase imperceptível. "Pelo fato de o corte ser feito perto de um lugar contaminável, é necessária uma higienização mais cuidadosa", explica a obstetra Luciana. "O médico pode receitar um spray anestésico e antisséptico próprio para a região, que deve ser aplicado sempre que a mãe for ao banheiro durante os primeiros quinze dias." Por ser em uma região mais delicada, o corte perineal também corre um risco maior de abrir. 
 
Parto cesárea: "O corte da cesariana pode afetar alguns nervos e, por isso, a mãe pode sentir a barriga adormecida nos primeiros meses", explica a obstetra Luciana. A higiene do corte deve ser feita com água e sabão durante o banho. Caso a cicatriz fique avermelhada ou solte algum tipo de líquido, é preciso comunicar o médico. 
 
Tempo de parto
 
Parto normal: dura quantas horas forem necessárias. O tempo dependerá da dilatação da gestante, da evolução das contrações e do tempo que o bebê levar para se encaixar no útero da mãe. "Pode variar tanto de uma mulher para outra como de um parto para outro com a mesma mãe", diz o obstetra Pedro. 
 
Parto cesárea: dura cerca de uma hora, se não houver algum tipo de complicação. Esse tempo pode variar para um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do estilo do médico.  
 
Tempo de recuperação
 
Parto normal: imediatamente após o parto, a mulher já está disposta e caminhando. "Pode ser que ela sinta algum desconforto ao sentar durante a primeira semana, se tiver feito o corte perineal, mas isso não prejudicará a rotina", diz Pedro Awada. Em 20 dias, poderá fazer qualquer atividade física. 
 
Parto cesárea: após o parto cesárea, a mãe sente dificuldade em se levantar, caminhar e fazer movimentos bruscos com a região do abdômen. É preciso ficar internada por três dias no hospital, sem conseguir se levantar na maioria dos casos. Caso ela sinta muitas dores, é receitado um analgésico. Na cesárea, a gestante é proibida de fazer exercícios abdominais durante três meses. 
 
Condição anterior ao parto
 
Parto normal: mulher que tem pressão alta, diabetes gestacional, trombofilia com complicações durante o pré-natal ou complicações envolvendo o recém-nascido não pode fazer um parto normal, sendo aconselhável escolher a cesárea. "Caso a posição do bebê não esteja adequada e a mãe não apresente dilatação suficiente, a cesariana também é a melhor opção", diz Luciana Taliberti. 
 
Parto cesárea: se a mãe não tiver qualquer condição em que seja aconselhável realizar o parto cesárea, a escolha pelo parto depende da grávida em conjunto com seu obstetra.
 
Fonte: Portal Minha Vida