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DR. LEME RESPONDE

Dr. Leme Responde - Afinal, o que é o jejum intermitente e quais são seus prós e contras?

Nos últimos meses, o jejum intermitente é um assunto bastante comentado. Os resultados rápidos em perda de peso atingidos por quem aderiu à prática são um dos motivos do frisson que acompanha o tema. Mas, afinal, o que é jejum intermitente e como ele afeta nosso corpo?

Jejum intermitente é o termo usada para nomear um padrão alimentar que alterna períodos de jejum e alimentação. Na prática, limita-se a ingestão de alimentos a um período que chega a um máximo de 8h por dia, jejuando nas demais 16h. Por exemplo, para alguém que tem uma rotina de dormir 8h por dia, bastaria adicionar um jejum de 4h antes de dormir e 4h após acordar. Ou seja, acordar às 7h, almoçar depois das 11h e jantar antes das 18h. 

Na dieta, associada à prática do jejum, recomenda-se a ingestão de poucos carboidratos e açúcares, concentrando a alimentação em proteínas (carne, peixe ou frango), gorduras naturais, legumes e frutas minimamente processados – sem utilização de misturas prontas para temperar, por exemplo.

A diminuição na ingestão de carboidratos e açúcar faz com que o corpo produza menos insulina e os baixos níveis irão fazer com que a vontade de comer fique cada vez mais reduzida, facilitando o jejum.

Entre os “modelos” mais famosos de prática de jejum intermitente estão:

•             Jejum de 16 horas: é o mais comum, consiste em comer em uma janela de 8 horas por dia, e não comer nas outras 16 horas;

•             Jejum de 24 horas: consiste em fazer 24h de jejum, duas vezes na semana. Por exemplo: se você jantar hoje as 20h, fica até amanhã as 20h sem comer nada;

•             Dieta 5:2: é uma variação do jejum de 24h, alternando a ingestão de apenas 500 calorias dois dias na semana. Nos outros dias a alimentação se concentraria em fontes de proteína, gordura natural, legumes e frutas.

Isto tudo faz com que se perca peso bem rapidamente, mas alguns pontos precisam ser destacados. Além de diversos especialistas contraindicarem a prática do jejum intermitente, o alerta é especialmente direcionado a alguns grupos como crianças, adolescentes, idosos, diabéticos que fazem uso de medicamentos hipoglicemiantes e gestantes.

Outro ponto é a prática de atividade física, que traz diversos outros benefícios além do emagrecimento: ela não é recomendada para quem jejua longos períodos, pois é necessário um suporte adequado de nutrientes para o corpo executar as reações provocadas pelos exercícios.

Há relatos também de pessoas que, ao realizarem jejum intermitente, notaram um aumento nos níveis de colesterol “ruim”. Isto pode estar relacionado à carga genética, mas também ao stress cotidiano que, quando somado ao jejum, desregula a taxa de HDL no sangue.

No final, a conclusão é de que sim, é possível emagrecer praticando o jejum intermitente. No entanto, ao fim da dieta, a pessoa pode voltar a engordar. Ou seja, a melhor maneira e mais segura para perder quilos extras ainda é a reeducação alimentar.

Fonte: Dra. Maria Betânia Senna - Assessora Médica