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DR. LEME RESPONDE

Dr. Leme Responde: Como é feito o diagnóstico do câncer de ovário?

O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. O diagnóstico geralmente é feito já em estágio avançado. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se 6.150 novos casos em 2016. 

Os principais fatores de risco são: história familiar de câncer de ovário (familiares de primeiro grau), nuliparidade (nunca ter tido filho), infertilidade, obesidade, mutações nos genes BRCA1 / BRCA2 e, possivelmente, uso de reposição hormonal. Fatores aparentemente protetores são gestação prévia, amamentação, uso de contraceptivos orais e ligadura tubária.

Os sintomas são vagos, como distensão abdominal, dor abdominal ou pélvica, sintomas urinários, surgimento de massa abdominal, flatulência ou saciedade precoce relacionada a metástases peritoneais. Em alguns casos, pode ocorrer dispneia (falta de ar). Os sintomas inicialmente não levam de imediato à suspeita de câncer. Sua evolução e persistência em mulheres entre 40 e 65 anos, faixa etária na qual a incidência torna-se mais frequente, podem levar o médico a suspeitar e diagnosticar esta neoplasia.

O diagnóstico deve se basear em história familiar, exames de laboratório (marcadores tumorais: CA125, HE4), ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada de abdômen, raio x de tórax e investigação gastrointestinal.

É importante fazer os exames ginecológicos todos os anos, a fim de rastrear qualquer problema precocemente.

Fonte: Dra. Maria Betânia Senna